segunda-feira, 5 de junho de 2017

Sessão de Autógrafos do Livro Poemas de Origami na 17ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto



A 17ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto acontece no período de 04 a 11 de junho de 2017, com o  tema “Do Conhecimento que Liberta ao Amor que Educa”; é uma grandiosa  realização da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto.

Na 17ª edição da Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto, os homenageados  são os renomados escritores e personalidades:
- Escritor: Fernando Pessoa;
- Autor Educação: César Nunes;
- Autor Infanto-juvenil: Ricardo Azevedo;
- Autora Local: Rosa Maria de Britto Cosenza;
- Professora: Maria Ester de Souza;
- Patrono: Chaim Zaher.
País homenageado: Portugal.

As atividades da 17ª Feira Nacional  do Livro de Ribeirão Preto estão sendo realizadas no Theatro Pedro II, Tenda Sesc (localizada na Praça Carlos Gomes), ACI Ribeirão Preto, Biblioteca Altino Arantes, Biblioteca Padre Euclides, Centro Cultural Palace, Palacete 1922, Praça do Leitor (Praça XV de Novembro), Sede da OAB Ribeirão Preto, Sesc, Shopping Iguatemi, Sincovarp, Teatro Marista.   
A sessão de autógrafos do livro Poemas de Origami na 17ª Feira Nacional  do Livro de Ribeirão Preto acontecerá no próximo dia 11 de junho, às 10:00 horas no Espaço dos Autores Locais e Regionais, nas dependências do Centro Cultural Palace.

O Origami é uma arte milenar do Japão, que consiste na criação de formas através da dobradura de papéis, sem o uso de cortes. Poema é uma obra literária, que emociona e sensibiliza o leitor.
Os Poemas de Origami representam a união da sensibilidade humana com a habilidade manual de poder criar formas apenas com um pedaço de papel; escritos à 7 mãos por duas jovens poetas: favorecendo a concentração, a paciência, a inspiração, a emoção, a dedicação, a composição e a satisfação pessoal de fazer algo realmente criativo entre centenas de dobraduras, versos, estrofes ou simplesmente prosa, repleta de sentimento, profundamente humana; sob os auspícios da paz e da harmonia, das quatro estações do ano, que registram através de um haicai,   o passar do tempo entre o céu e a terra, do Oriente ao Ocidente.

São poemas do Brasil para o Japão, e do Japão para o mundo, oriundos do Porto de Santos,   onde em 1908, aportou o navio Kasato Maru, trazendo a bordo os primeiros 781 imigrantes japoneses.  

Biografia das Escritoras:


Julia Mikita e Isabella Pawlak. Foto: Jam Pawlak.

Isabella Pawlak, tem 17 anos, é natural de São Paulo. Desde pequena gosta de ler, escrever, e de desenhar. Manteve um blog com sua irmã, Julia, de poemas escritos por elas, quando eram crianças. Adora lasanha, é caseira e gosta de filmes. Sonha em um dia morar em L.A. e quem sabe trabalhar em Hollywood. Já participou de muitos projetos em conjunto com a Organização Neo Humanitarismo Universalista, ONH-U, especialmente com o Núcleo de Cinema Ambiental. Recitar poemas e dobrar origami fez parte da sua infância; assim como participar de projetos de incentivo a leitura e de preservação ao meio ambiente.  Atualmente, é acadêmica da Universidade de São Paulo – Faculdade de Direito de Ribeirão Preto, presidente do Clube de Leitura Lewis Carroll de Ribeirão Preto, curadora do Prêmio  Sadako Sasaki, e autora do livro Poemas de Origami, em parceria com a irmã, Julia Mikita. O livro Poemas de Origami foi lançado na 17ª edição da Bienal Internacional do Livro Rio em 2015, bem como, na 24ª edição da Bienal Internacional do Livro São Paulo em 2016.

Julia Mikita, autora do livro Poemas de Origami, tem 19 anos, é natural da cidade de São Paulo. Começou a escrever poemas e a dobrar origami desde os sete anos de idade. Atualmente é aluna do SENAC de Ribeirão Preto, presidente do Clube de Origami Sadako Sasaki de Ribeirão Preto, vice-presidente da Organização Neo Humanitarismo Universalista, ONH-U de São Paulo, curadora do Prêmio Sadako Sasaki  e a idealizadora do Projeto Origami do Amor, um dos projetos vencedores do Programa Disney Amigos Transformando O Mundo de 2014. Participou de diversos projetos da Organização Neo Humanitarismo Universalista, ONH-U,  e de recitais de poemas e leituras dramáticas no Parque da Aclimação, Casa das Rosas,  e Bienal Internacional do Livro de São Paulo. A  jovem escritora e poeta gosta muito de ler, de praticar esportes e de jogar xadrez com os amigos. Atua como voluntária do Clube de Leitura Lewis Carroll de Ribeirão Preto, onde colabora para a difusão do hábito da leitura entre as crianças e as suas famílias. 

Serviço:
Sessão de Autógrafos do Livro Poemas de Origami na
17ª Feira Nacional  do Livro de Ribeirão Preto
Dia 11 de junho, domingo, às 10:00 horas
Centro Cultural Palace

Rua Álvares Cabral, 322 Centro  - Ribeirão Preto SP

A Produção de Eventos Artísticos e Culturais na Pauta do Empreendedorismo

“Ser um empreendedor é executar os sonhos, mesmo que haja riscos. É enfrentar os problemas, mesmo não tendo forças. É caminhar por lugares desconhecidos, mesmo sem bússola. É tomar atitudes que ninguém tomou. É ter consciência de que quem vence sem obstáculos triunfa sem glória. É não esperar uma herança, mas construir uma história...
Quantos projetos você deixou para trás? Quantas vezes seus temores bloquearam seus sonhos? Ser um empreendedor não é esperar a felicidade acontecer, mas conquistá-la.”
Augusto Cury


Primeira turma do Curso deProdução de Eventos Artísticos e Culturais do Senac de Ribeirão Preto. Foto: Jam Pawlak.

Ainda no início  de 2017, tive a honra de integrar a primeira turma do curso de Produção de Eventos Artísticos e Culturais do Senac de Ribeirão Preto; um verdadeiro privilégio para mim e para os meus colegas.
Tenho trabalhado com a produção de audiovisual há mais de quinze anos, assinando a produção executiva e os roteiros de filmes documentários. Por outro lado, a produção de eventos artísticos e culturais sempre me fascinou, principalmente no que diz respeito à realização de eventos beneficentes, em prol do bem comum.
Durante as aulas, descobri que um produtor é também um autêntico empreendedor; a produção de eventos artísticos e culturais é uma ação de empreendedorismo com foco na sustentabilidade.
Descobri ainda que a sala de aula é um incrível laboratório de ideias criativas; foi exatamente quando surgiu a proposta de realização de um evento que abordaria “a própria produção de eventos” intitulado “Quem Produz?” Afinal, quem realmente produz eventos brilhantes na cidade de Ribeirão Preto na atualidade? Quem estaria disposto a compartilhar generosamente os seus ideais com um grupo de alunos por demais curioso e interessado?   
Então, em plena sala de aula nasceu o evento “Quem Produz?” No formato de uma mesa-redonda com a participação de convidados especiais, que aceitaram o convite da equipe de produção, formada exclusivamente pelos alunos do curso de Produção de Eventos Artísticos e Culturais do Senac de Ribeirão Preto, sob a supervisão da dedicada professora Renata  Torraca, que logo na abertura da mesa-redonda, realizada no último dia 30 de maio do corrente ano, ressaltou a importância do protagonismo dos alunos; “os alunos são os protagonistas desse  evento, do curso e da busca constante do aprendizado junto ao Senac.”


Coube ao mediador da mesa-redonda, Édi Carlos Teixeira Mendes, a apresentação inicial dos convidados que representavam vários segmentos culturais da cidade de Ribeirão Preto. Foto: Jam Pawlak.

O 1º Encontro de Produtores Artísticos e Culturais, contou com a presença dos seguintes profissionais da área de eventos culturais:


Jonas Pasckoalick, produtor cultural. Foto: Jam Pawlak.


Jonas Pasckoalick

Profissão: produtor cultural no  Centro Cultural Armazém Baixada e no Memorial da Classe Operária UGT de Ribeirão Preto.

Idade: 35 anos.

Referência de evento inesquecível: Virada Independente de Ribeirão Preto.

Frase favorita: “Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás.” Che Guevara.  

Sob o ponto de vista de quem produz: “Aprendi a trabalhar com produção cultural, projetos culturais, e eventos de médio porte, com o proposito de ampliar o espaço para a circulação de bandas, visando a formação de público.” Jonas Pasckoalick compartilhou sua experiência como produtor cultural, gestor de espaço para eventos e empreendedor nato, que criou o seu próprio estilo ao identificar rapidamente a disponibilidade de recursos, e as expectativas do público alvo. O produtor cultural foi vice-presidente do Conselho Municipal de Cultura de Ribeirão Preto, e enfatizou a importância da participação de todos os segmentos artísticos em prol do fortalecimento das políticas culturais locais, da democratização de acesso aos locais públicos, proporcionando o direito à cidade também aos artistas, intelectuais e produtores culturais.      


Poliana Savegnago, atriz e produtora cultural. Foto: Jam Pawlak.


Poliana Savegnago

Profissão: atriz, produtora cultural no Grupo Teatral Engasga Gato  e no Coletivo Feminista Mulheres Rio Acima, ambos  de Ribeirão Preto.

Idade: 32 anos.

Referência de evento inesquecível: Todos os projetos independentes.

Frase favorita: “Cada caboclo com o seu penar / sobra terreno para brincar.” Cultura Popular – Brasil. 

Sob o ponto de vista de quem produz: “Tenho uma vontade imensa de produzir novos eventos culturais. A especialização voltada para a produção de eventos artísticos e culturais é muito importante para todos nós que trabalhamos com a cultura; pois realizamos eventos colaborativos através de muitas parcerias; somos parceiros uns dos outros aqui em Ribeirão Preto. Há algum tempo atrás, os jovens que se formavam em artes cênicas na nossa cidade, precisavam migrar para a capital em busca de uma oportunidade no teatro. Eu fiz o caminho inverso, resolvi investir no trabalho artístico no interior; mas para tanto, você precisa arriscar, e não ter medo de correr novos riscos que surgem com os novos projetos. Você precisa trabalhar em conjunto com outros artistas, agrupando valores e talentos e então você perceberá a força da arte local, o brilho da coletividade artística. Vamos pensar na possibilidade de construir pontes, trabalhando de forma colaborativa, trabalhando juntos, pois trabalhar juntos é sempre o melhor caminho para a realização dos nossos projetos em comum. Vamos tirar o medo do nosso caminho e então faremos a diferença no mundo artístico e cultural.”     


Tomate Renato Vital, produtor cultural. Foto: Jam Pawlak.
    

Tomate Renato Vital

Profissão: produtor cultural no Coletivo Fuligem de Comunicação e Arte de Ribeirão Preto.

Idade: 28 anos.

Referência de evento inesquecível: Se Vira Ribeirão.

Frase favorita: “Sonho que se sonha só / É só um sonho que se sonha só / Mas sonho que se sonha junto é realidade…” Raul Seixas.

Sob o ponto de vista de quem produz: “É preciso ter muita criatividade para sobreviver e gerir a produção cultural atualmente, tentando gastar os poucos recursos de maneira inteligente. Precisamos otimizar os gastos. A gestão de recursos deve estar voltada especialmente para a expansão do conceito de economia solidária. Acredito que para alcançarmos o sucesso na produção cultural, é imprescindível ser sincero em todas as negociações.”


Vinicius Iozzi Ferro, empreendedor social. Foto: Jam Pawlak.



Vinicius Iozzi Ferro

Profissão: empreendedor social na Feira Artesanal do Irajá de Ribeirão Preto.

Idade: 28 anos.

Referência de evento inesquecível: Psicodelia.

Frase favorita: “Nunca se vence uma guerra lutando sozinho.” Raul Seixas.

Sob o ponto de vista de quem produz: “Sim, sou um empreendedor social. Acredito no potencial do empreendimento familiar, da microempresa, do trabalho artesanal, voltados para ações sustentáveis e para o consumo de forma consciente. Para trilhar o caminho da superação em meio às dificuldades, é necessário concretizar a realização de  um evento de maneira colaborativa, para que seja economicamente viável e possa beneficiar o maior números de pessoas.” Vinicius Iozzi Ferro enfatizou ainda a primordial importância da difusão do conceito de economia solidária entre os jovens e os profissionais da produção de eventos artísticos e culturais.


Jam Pawlak entrevistando o publicitário e produtor cultural Washington Ricardo. Foto: Julia Mikita. 


Washington Ricardo

Profissão: publicitário e produtor cultural da parada LGBT de Ribeirão Preto.

Idade: 28 anos.

Referência de evento inesquecível: Rock In Rio.

Frase favorita: “Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar.” Nelson Mandela.

Sob o ponto de vista de quem produz: “Tenho trabalhado com muitas ongs, que estão unidas pela cultura,  e pelas causas sociais, articulando em conjunto aspirações ideológicas através da arte e ao mesmo tempo,  mobilizando e conscientizando as pessoas em relação à diversidade cultural. Existem muitas dificuldades que precisamos superar para realizarmos alguns eventos voltados para o nosso público alvo; não podemos nos conformar apenas e tão somente com as diretrizes do governo; os próprios eventos devem ser auto sustentáveis. É um trabalho árduo, que envolve a conscientização e a sensibilização de várias esferas da sociedade. Um produtor cultural praticamente não tem vida social, pois articular eventos é algo desgastante, mas, ao mesmo tempo, é algo realmente desafiador, que não deixa você se acomodar. Mais importante do que toda a logística de um evento, é a troca de experiências, visando a formação de uma nova rede, que nos levará à realização de novos eventos.” 


Wilma Alves Ferreira, cerimonialista com a aluna Adriana S. Loiola. Foto: Julia Mikita.
  

Wilma Alves Ferreira

Profissão: cerimonialista de casamentos.

Idade: 58 anos.

Referência de evento inesquecível: Copa do Mundo FIFA Brasil 2014.

Frase favorita: “Jesus te ama.” Gospel / Religioso.

Sob o ponto de vista de quem produz: “Eu trabalho para realizar os sonhos das outras pessoas, e esse sonho envolve um determinado orçamento, que muitas vezes é o resultado da economia de uma família por vários anos para a realização de uma cerimônia de casamento inesquecível.
O cerimonial deve ser impecável, no dia escolhido pelos noivos, tudo precisa dar certo;  a equipe do cerimonial precisa estar apta para a realização da festa; deve existir um verdadeiro comprometimento entre todos, que estão trabalhando naquele momento, lembrando sempre, que aquele dia, será o dia mais importante da vida de duas pessoas, e das suas famílias. Meu conselho para quem deseja trabalhar com o cerimonial de casamento, é o seguinte: trabalhe com amor e com honestidade, afinal, você está trabalhando para realizar o sonho de uma pessoa, e realizar sonhos exige muita sensibilidade e delicadeza.”       

O 1º Encontro de Produtores Artísticos e Culturais foi simplesmente incrível!

 Jam Pawlak,
Jornalismo de referência sobre Arte, Cultura e Lazer. 

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Oficina Temática Inês de Castro: em Defesa dos Direitos da Mulher.


"Inês de Castro nasceu em 1320 ou 1325 na Galiza, era filha ilegítima do nobre galego Pedro Fernandes de Castro, o da Guerra, e de uma dama portuguesa, Aldonça Suárez de Valadares, e irmã de D. Fernando e de D. Álvaro Pires de Castro. Por parte de seu pai era bisneta ilegítima de D. Sancho de Castela, pai de D. Beatriz de Castela que era mãe de D. Pedro, futuro Rei de Portugal. Era, portanto, prima em 3º grau de D. Pedro.
Viveu parte da sua infância no castelo de Albuquerque cuja dona, que a criou como filha, era casada com Afonso Sanchez, filho ilegítimo de D. Diniz, até vir a ser aia de sua prima de D. Constança Manuel, filha de João Manuel de Castela, poderoso nobre descendente da Casa Real Castelhana e que estava prometida ao príncipe de Portugal, D. Pedro.
Inês de Castro chega a Évora, integrada no séquito de D. Constança, em 1340. Desde cedo foram conhecidos os amores de D. Pedro pela dama galega. D. Afonso IV, temendo esta relação, exila-a na fronteira espanhola em 1344.
Após a morte de D. Constança volta a Portugal, tendo vivido com D. Pedro, de quem vem a ter quatro filhos, o primeiro, D. Afonso, que morreu em criança. Viveram em vários locais na zona da Lourinhã e, por fim, em Coimbra no Paço da Rainha Santa junto ao Convento de Santa Clara-a-Velha, tendo sido degolada a 7 de Janeiro de 1355 por ordem de D. Afonso IV.
Da vida de Inês de Castro pouco se sabe, a sua trágica morte e o amor sem limites de D. Pedro e a forma como este quis perpetuar esses amores, alimentou desde cedo a poesia e a narrativa histórica, não deixando morrer o mito Inês de Castro. " (Fundação Inês de Castro).
A Oficina Temática Inês de Castro: em Defesa dos Direitos da Mulher tem compartilhado a trágica história de Inês de Castro com mulheres vítimas de violência no Brasil, desde 2014, quando surgiu o Projeto Cartas Para Inês de Castro. 
Como teatróloga levei ao encontro das mulheres vítimas de violência, apresentações do monólogo "A Última Noite de Inês de Castro", uma história de amor, desespero e coragem ao mesmo tempo. Logo após as apresentações, nos reuníamos para um bate papo sobre o teatro, as emoções, as perspectivas e os desafios que todas as mulheres enfrentam desde a época de Inês de Castro. Na sequência dos trabalhos, distribuíamos papel de carta e caneta, para que as nossas novas amigas pudessem escrever uma carta para Inês de Castro, relatando suas próprias histórias de amor, medo e solidão. Algumas escreveram entre lágrimas. Outras, não conseguiram escrever por puro excesso de emoção. 
Ao final de uma das apresentações na cidade de São Paulo, uma senhora muito distinta veio ao meu encontro, com um sorriso realmente encantador e me disse sem rodeios: "A sua Inês de Castro me fez chorar como um bebê. Você entende  da alma da gente, você tem essa tal de empatia no grau máximo, por isso, eu te peço, leve as nossas cartas para o mundo, mas com o seu jeito de escrever, para que todas as histórias possam ser lidas com o coração." Entre lágrimas, ela me pediu para reescrever todas aquelas cartas, baseadas em fatos reais, com amor e dedicação. Estou tentando. É uma tarefa em defesa dos direitos da mulher, da liberdade de expressão e principalmente do compartilhamento de histórias verdadeiras, que com certeza servirão de inspiração para outras mulheres do nosso tempo.
    

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

CLUBE DE LEITURA #LEIAMULHERES EM SANTOS APRESENTA "SEJAMOS TODOS FEMINISTAS" DE CHIMAMANDA NGOZI ADICHIE



No próximo dia 26 de novembro,  acontecerá  a edição especial  do Clube de Leitura Leia Mulheres Santos, com a mediação de Jam Pawlak e Julia Mikita na Oficina Cultural Pagu,  situada na Cadeia Velha,  Praça dos Andradas S/N, Centro , no horário das 15:00 às 17:00 horas,  em  debate estará o livro “Sejamos Todos Feministas” da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, em homenagem ao Mês da Consciência Negra, com a participação da equipe do Projeto Leia Santos, promovendo o incentivo à leitura através da atividade Adote Um Livro, com livros de autoras mulheres destinados à doação para o público em geral.  

Na obra de Chimamanda Ngozi Adichie,  podemos encontrar  afirmações relevantes referentes ao direito das mulheres; "a questão de gênero é importante em qualquer canto do mundo. É importante que comecemos a planejar e sonhar um mundo diferente. Um mundo mais justo. Um mundo de homens mais felizes e mulheres mais felizes, mais autênticos consigo mesmos. E é assim que devemos começar: precisamos criar nossas filhas de uma maneira diferente. Também precisamos criar nossos filhos de uma maneira diferente."

Chimamanda Ngozi Adichie ainda se lembra exatamente da primeira vez em que a chamaram de feminista. Foi durante uma discussão com seu amigo de infância Okoloma. "Não era um elogio. Percebi pelo tom da voz dele; era como se dissesse: “Você apoia o terrorismo!"  Apesar do tom de desaprovação de Okoloma, Adichie abraçou o termo e - em resposta àqueles que lhe diziam que feministas são infelizes porque nunca se casaram, que são "anti-africanas", que odeiam homens e maquiagem -  começou a se intitular uma "feminista feliz e africana que não odeia homens, e que gosta de usar batom e salto alto para si mesma, e não para os homens".

Neste  ensaio agudo, sagaz e revelador, Adichie parte de sua experiência pessoal de mulher e nigeriana para pensar o que ainda precisa ser feito de modo que as meninas não anulem mais sua personalidade para ser como esperam que sejam, e os meninos se sintam livres para crescer sem ter que se enquadrar nos estereótipos de masculinidade. Sejamos todos feministas é uma adaptação do discurso feito pela autora no TEDx Euston, que conta com mais de 1 milhão de visualizações e foi musicado por Beyoncé.

Chimamanda Ngozi Adichie nasceu na Nigéria, em 1977, aos 19 anos viajou para os  Estados Unidos com o intuito de estudar. Logo os seus contos apareceram em diversas publicações e receberam inúmeros prêmios como o da BBC Short Story Competition em 2002 e o O. Henry Short Story Prize em 2003. A escritora foi condecorada em 2008, com o Prêmio “Future Award” na categoria de Jovem do Ano e recebeu uma bolsa da MacArthur Foundation, considerada a “bolsa dos gênios”, no valor de 500 mil dólares. A sua obra encontra-se traduzida em trinta e um idiomas.


"Sejamos Todos Feministas" uma obra de Chimamanda Ngozi Adichie. 


Serviço:
Leia Mulheres Santos apresenta  Chimamanda Ngozi  Adichie, edição especial em homenagem ao Mês da Consciência Negra, com a participação da equipe do   Projeto Leia Santos.
Oficina Cultural Pagu -  Dia 26 de novembro de 2016 – 15:00 horas

Cadeia Velha - Praça dos Andradas, s/n Centro – Santos – SP – Brasil

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

CLUBE DE LEITURA #LEIAMULHERES EM SANTOS APRESENTA "OS CONTOS DE BEEDLE, O BARDO" DE J.K. ROWLING



No próximo dia 29 de outubro,  acontecerá o encontro do Clube de Leitura Leia Mulheres em Santos, com a mediação de Jam Pawlak e Julia Mikita na Oficina Cultural Pagu, situada na Cadeia Velha, Praça dos Andradas, S/N,  no horário das 15:00 às  17:00 horas,  em  debate estará o livro “Os Contos de Beedle, o Bardo” de J.K. Rowling.  

“Os Contos de Beedle, o Bardo” nos conduzem  ao mundo dos bruxos, ao universo de Harry Potter;   segundo J. K. Rowling, o que a levou a publicar essa coletânea de histórias, foi uma “nova tradução dos contos feita por Hermione Granger”, a amiga inteligente de Harry Potter.

O livro de  J. K. Rowling traz cinco “histórias populares para jovens bruxos e bruxas”, mas que, com as notas explicativas da autora, podem ser perfeitamente lidas pelos “trouxas”, como J. K. Rowling se refere às pessoas sem poderes mágicos, como nós.  

Beedle nos leva ao mundo dos bruxos,  nas asas dos nossos  próprios contos de fada, do lado de cá do mundo dos “trouxas”, com algo em comum, entre os dois mundos, ambos agradaram  imensamente às crianças, principalmente quando  eram narrados pelos pais antes de dormir. Nas palavras da autora,  J.K. Rowling, encontramos uma explicação para a semelhança entre “os contos de Beedle e os contos de fada” – ““a virtude é normalmente premiada e o vício castigado”.

Nos contos de Beedle, no entanto, a magia não é tão poderosa quanto se pensa: seus personagens, apesar de serem dotados de poderes mágicos, não conseguem resolver seus problemas somente com  magia. As histórias mostram, desse modo, que ao contrário do que se pensa, a mágica pode tanto resolver quanto causar problemas ou pode simplesmente não ter efeito nenhum.

As heroínas de Beedle são bem diferentes daquelas dos contos de fada  que nos são familiares; elas não vivem esperando a chegada de  um príncipe que as venham salvar, elas enfrentam o próprio destino. No conto “A Fonte da Sorte”, por exemplo, são as três bruxas, Asha, Altheda e Amata, que procuram  a solução para seus próprios problemas. Elas buscam amor, esperança e a cura para uma doença na chamada “fonte da sorte”. Ao final da estória, elas alcançam aquilo que desejam, muito mais por méritos próprios do que pela magia das águas da fonte que, mesmo sem saberem, “não possuíam encanto algum”.

Para aqueles que sentiam falta de Dumbledore, o poderoso mago Diretor de Hogwarts, J.K. Rowling mata um pouco da saudade: no final de cada conto, há explicações e comentários do bruxo, os quais foram encontrados após sua morte. Suas explanações são bem pertinentes: elas mostram, por exemplo, que no mundo dos bruxos existia um preconceito contra os não-bruxos (os “trouxas”), há ponto de excluí-los dos contos, ou dar-lhes apenas o papel de vilões, e também alertam para o fato de que alguns dos contos foram censurados ao longo da história e adaptados para que se tornassem “adequados para as crianças,” exatamente como aconteceu com os contos de fada de um modo geral, os quais sofreram mudanças no enredo para que pudessem se adequar melhor à escola e ao mundo da criança. No entanto, os contos que nos são apresentados no livro são, segundo Dumbledore, os originais, ou seja, são os contos escritos por Beedle há muito tempo, sem adaptações.

Os contos, traduzidos por Hermione Granger das runas, são inéditos, com exceção de “O Conto dos Três Irmãos”, uma história contada para Harry, Rony e Hermione no sétimo livro da série de aventuras de Harry Potter, que tem papel crucial no fim da saga do jovem bruxo, apresentando-nos a Capa da Invisibilidade de forma espetacular.

Quanto às ilustrações do livro, quem as assina é a própria J.K. Rowling, que doou parte do lucro obtido com a venda de “Os Contos de Beedle, o Bardo” para o “Children’s High Level Group”, uma organização responsável por ajudar cerca de um quarto de milhão de crianças a cada ano.  É J.K. Rowling fazendo a diferença na literatura e no mundo.


A Escritora J.K. Rowling em foco no Clube de Leitura #LeiaMulheres.

                                                                         Serviço:
Clube de Leitura LEIA MULHERES em Santos apresenta
“Os Contos de Beedle, o Bardo” de J.K. Rowling
Dia 29 de Outubro de 2016 às 15:00 horas
Oficina Cultural Pagu – Cadeia Velha
Praça dos Andradas S/N - Centro –Santos – SP


quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Poemas de Origami na 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo

Julia Mikita & Isabella Pawlak.


O livro "Poemas de Origami" da All Print Editora,  em parceria com a Organização Neo Humanitarismo Universalista, terá Sessão de autógrafos na 24° Bienal de São Paulo, com a presença das autoras, Julia Mikita e Isabella Pawlak.

Os visitantes da  24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, poderão conhecer as autoras do livro Poemas de Origami  e se divertir na oficina de origami do projeto Paper For Peace, do Clube Sadako Sasaki.

As jovens escritoras Julia Mikita e Isabella Pawlak  estarão no stand da All Print Editora, autografando o livro “Poemas de Origami” no dia 30 de agosto, a partir das 13:00 horas.

O livro Poemas de Origami representa a união da sensibilidade humana com a habilidade manual de poder criar formas apenas com um pedaço de papel, escritos a 7 mãos por duas jovens poetas, favorecendo a concentração, a paciência, a inspiração, a emoção, a dedicação, a composição e a satisfação pessoal de fazer algo realmente criativo entre centenas de dobraduras, versos, estrofes ou simplesmente prosa, repleta de sentimento, profundamente humana; sob os auspícios de paz e harmonia, das quatro estações do ano, que registram através de um haicai, o passar do tempo entre o céu e a terra, do Oriente ao Ocidente.
São poemas do Brasil para o Japão, e do Japão para o mundo, oriundos do Porto de Santos, onde em 1908 aportou o navio Kasato Maru, trazendo a bordo os primeiros 781 imigrantes japoneses.




Serviço:
Poemas de Origami na 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo
Sessão de Autógrafos com as autoras Julia Mikita e Isabella Pawlak
Data: 30  de agosto de 2016 – 13:00 às 15:00 horas
Local: Av. Olavo Fontoura, 1209 – Parque Anhembi - São Paulo - SP

CLUBE DE LEITURA #LEIAMULHERES APRESENTA "PAIXÃO PAGU" EM SANTOS



No próximo dia 3 de setembro, acontecerá o encontro do Clube de Leitura Leia Mulheres em Santos, com a mediação de Jam Pawlak e Julia Mikita na Oficina Cultural Pagu,  instalada na Cadeia Velha,  Praça dos Andradas, s/n Centro, Santos, no  horário das 15:00 às 17:00 horas,  em  debate estará o livro “Paixão Pagu” a  autobiografia precoce de Patrícia Galvão, logo em seguida será realizada a leitura dramática do monólogo Pagu X Pagu, baseado no texto do livro “Paixão Pagu” em homenagem ao 58º FESTA, Festival Santista de Teatro – Mostra Paralela.

A autobiografia precoce de Patrícia Galvão é um livro para ser lido de uma só vez, devorado sem piscar os olhos, e ao mesmo tempo, também é uma carta depoimento, um convite aberto para uma história repleta de angústia, dor, luta, aprendizado, sentimento, autenticidade, e uma personalidade perturbadora que destoa do mundo pequeno burguês que a sufoca. Pagu é moderna demais para um mundo de mente estreita, é uma mulher extremamente forte para uma época na qual as mulheres não tinham nem prerrogativa ou sequer perspectiva de dias melhores; em um Brasil pré-moderno, onde elas não tinham voz, não tinham sonhos e não podiam “desejar” absolutamente nada, e se por acaso, cometessem o erro de se expressar através das palavras, e essas palavras acabassem publicadas nos jornais, os próprios jornais outorgavam a seguinte sentença: Autor Anônimo.

O monólogo Pagu X Pagu  nos coloca frente a frente com Pagu, na cela onde ela ficou presa, devorada pelas regras impostas pelo paternalismo do estado nacional, no auge dos  anos 30/40, sob a sina de irresponsável, exibicionista, incompreendida pela família e pela sociedade, inquieta, pervertida pelos excessos do movimento antropofágico,   corrompida pela produção intelectual sem limites, e em busca de uma diversidade surreal.

Patrícia Rehder Galvão, Pagu, foi a primeira mulher presa por motivações políticas no Brasil no século XX, há exatos 85 anos, quando participou da organização de uma greve de estivadores em Santos.

Pagu foi escritora, jornalista, produtora cultural e uma das grandes mulheres do movimento modernista brasileiro.



Serviço:

Clube de Leitura LEIA MULHERES em Santos apresenta Paixão Pagu
Oficina Cultural Pagu -  Dia 3  de setembro de 2016 – 15:00 horas
Cadeia Velha - Praça dos Andradas, s/n Centro – Santos – SP – Brasil