quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

O Passaporte Polonês de Chopin

 
Assinei o roteiro e a produção executiva do filme "O Passaporte Polonês de Chopin", que chegou ao coração da juventude do Brasil com toda a sua simplicidade: no formato de uma aventura musical para o público infanto-juvenil. 

 
Trabalhei com o diretor polonês Grzegorz Mielec, que compartilhou com o restante da equipe do filme toda a paixão pela música de Chopin, o poeta do Piano.

 
A participação especial de Nelson Freire foi absolutamente extraordinária.

 
O pianista Zbigniew Raubo gravou um depoimento emocionante em Campos do Jordão. 

 
Grande colaborador da equipe do filme, o pianista e professor Carlos Eduardo Zappili Albertini.

 
Adam Makowicz, pianista que gravou um depoimento marcante para o filme "O Passaporte Polonês de Chopin."
 
Um filme que conta a história do gênio da música: Frédéric Chopin. 
 
 

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

As Mulheres Vestem Rosa ...

 

 "No mundo, ela era magrinha e de cabelos curtos; tinha quase trinta anos, um grupo de teatro e chamava-se Maria Eduarda. Morava em uma grande casa cor de rosa perto da praia. Maria Eduarda, magrinha e de cabelos curtos era  uma atriz de grande  talento: cantava, dançava e representava com alegria. Maria Eduarda era apaixonada pela vida e pelo teatro.

Certa manhã, Maria Eduarda acordou sentindo-se fraca, como se estivesse ficando doente ...

Maria Eduarda procurou um médico no mesmo dia. O médico solicitou um exame  com urgência, um exame chamado mamografia. Maria Eduarda ficou com muito medo, um medo irracional de  fazer o exame;  de saber o resultado do exame; e  do que viria depois do resultado do exame.

Nervosa, Maria Eduarda foi até a clínica e fez a mamografia.

Quando o resultado do exame ficou pronto, Maria Eduarda desmoronou: o diagnóstico foi preciso e foi escrito com todas as letras; Maria Eduarda estava com câncer de mama e precisava de tratamento imediatamente.

Foi como se o tempo tivesse parado e todas as pessoas se transformassem em  estátuas, indiferentes e caladas para sempre ... indiferentes à dor de Maria Eduarda, indiferentes à sua tragédia pessoal ...  indiferentes ao seu desejo de sobreviver mesmo diante de tanta dor!

Maria Eduarda foi internada no Hospital do Câncer, fragilizada pela doença, abandonada  à própria sorte entre uma quimioterapia e outra, sentindo pena de si mesma e da sua dor tão angustiante, tão presente, tão à flor da pele!

Um dia, a Emília  visitou Maria Eduarda no Hospital do Câncer. A boneca  trazia muitos papeizinhos coloridos e ensinou para Maria Eduarda a arte de fazer Tsurus.

(Emília ensina Maria Eduarda a fazer um Tsuru)

A boneca contou a história do origami, uma arte milenar do Japão,  e do pássaro de papel, também conhecido com Tsuru,  um símbolo de longevidade.  O Tsuru era a dobradura  favorita de Sadako Sasaki de Hiroshima, e tornou-se rapidamente a dobradura favorita de Maria Eduarda, que passava as longas tardes no Hospital entre papeizinhos coloridos, praticando a esperança, a paciência e a perseverança!

Maria Eduarda descobriu que  viver um dia de cada vez, é o melhor jeito de viver.

O tempo passou. O tratamento  fez efeito positivo e  sentindo-se novamente útil, Maria Eduarda   ensinava, à quem quisesse aprender, os Tsurus.

Um dia perguntaram por que ela fazia isso. Maria Eduarda respondeu:

- O Tsuru significa paz. Quando ele entrou na minha vida, eu precisava de paz. Por isso, ensino outras pessoas... para que a paz mude também a vida delas assim como mudou a minha. Eu os ensino porque nunca é tarde para aprender. Ensino-os que nunca é tarde para viver. 

E tudo  voltou ao normal. 

Maria Eduarda deixou o Hospital do Câncer e voltou para o  teatro entre beijos, lágrimas e abraços!

Entre amor, felicidade e amizade!

E então eles dançaram juntos novamente com o coração e a coragem do teatro mágico!" Trecho da obra de Jam Pawlak  "As Mulheres Vestem Rosa..."
Do teatro mágico para a jornada humanista de prevenção e combate ao câncer de mama, a personagem Maria Eduarda, interpretada por Julia Agnes, da obra de Jam Pawlak, “As Mulheres Vestem Rosa”,  apresentada no Orquidário Municipal de Santos. Foto: Amorim J C Amorim.

 

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Nagasaki, Meu Amor



Flores de íris

Nas sandálias enlaço

Talismã na jornada”

Matsuo Bashô

A propósito de Nagasaki, Meu Amor; trata-se de uma realização cênica humanista, com o intuito de preservar o legado da cultura de paz entre os povos do mundo.

A tragédia da bomba atômica lançada sobre o Japão não pode ser simplesmente esquecida, as pessoas de Hiroshima e Nagasaki perderam suas cidades, suas famílias e seus corpos, a energia nuclear destruiu  a essência dos sentimentos humanos.

Na cidade de Nagasaki, pós bomba atômica, vive uma mulher marcada pela dor, uma pacifista arruinada por seus ideais; em conflito consigo mesma e com os escombros do ódio; uma mãe que espera a volta da filha, ao mesmo tempo em que chora a sua morte.

Através do ballet moderno e sob a inspiração da trilha sonora de Kitaro, desenrola-se a coreografia da dança da espada e do coração num cenário à luz de velas , a personagem Yoko procura a solução do grande mistério dividida entre o amor e o ódio por seus inimigos em tempo de guerra. Solidão e silêncio, alegria e pranto. Dançando, Yoko descobre a beleza da dor, o belo e o sublime na deformidade e destruição.

Pablo Picasso afirmou: “a arte não é a aplicação de uma regra de beleza, mas aquilo que o instinto e o cérebro podem conceber além de qualquer regra.”

A arte de Nagasaki, Meu Amor é instinto e sentimento, do ballet moderno para o monólogo há uma espécie de catarse, como os mais antigos poemas dramáticos de combate e purificação datadas da XVIII ou XIX Dinastia Egípcia de 1200 a 1500 A.C. Yoko trava um diálogo íntimo consigo mesma, seu coração é um terreno doloroso, porém, um terreno cultivado pela ternura e pela poesia: “eu preciso manter vivo meu lado humano sem jamais perder a ternura, mesmo que eu venha a perder tudo.”

E Yoko perde tudo, absolutamente tudo na explosão da bomba atômica de Nagasaki em 1945.

Jam Pawlak

Teatro-documentário “Nagasaki, Meu Amor”

sábado, 20 de outubro de 2012

Nagasaki, Meu Amor ...



Momentos de Nagasaki com muita ternura ...

 
 
Uma história de amor e liberdade ...


De mãe para filha ... lembranças de 9 de agosto de 1945.

Teatro e cultura de paz no coração da humanidade. Uma realização de Jam Pawlak.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012


"Não te aflijas com a pétala que voa:
também é ser, deixar de ser assim.
Rosas verá, só de cinzas franzidas,
mortas, intactas pelo teu jardim.
Eu deixo aroma até nos meus espinhos
ao longe, o vento vai falando de mim.
E por perder-me é que vão me lembrando,
por desfolhar-me é que não tenho fim."

4º Motivo da Rosa

Cecília Meireles